Minhas musas do jornalismo

Essa beldade é uma poesia em carne e osso

O Luís Fernando Veríssimo que me desculpe, mas já faz duas semanas que estou namorando a Patrícia Poeta pela televisão. Sim, porque para quem não sabe a linda âncora do Jornal Nacional é a musa eterna do escritor gaúcho desde a época em que ela ainda era a moça do tempo. Ou seja, ele viu primeiro e ponto final. Mas o engraçado é que no começo eu nem achava ela tão linda assim, nem sarda ela tem, ora bolas!

Mas aos poucos fui me encantando com sua delicadeza, sorriso contagiante e competência dessa morena deslumbrante, de modo que hoje nem lembro mais da Fátima Bernardes. Pior, nem enxergo direito o William Bonner. Mas vem cá, com um mulherão daqueles na bancada do JN quem precisa do William Bonner?

Enfim, mas nada é mais deslumbrante para mim nela, a Patrícia Poeta, do que aqueles lindos cabelos negros cacheados, capazes de arrastar mil cavalos, uma montanha inteira, mas também de balançar o coração de um homem simples e deslumbrado como eu. Tudo bem, a metáfora é infame, mas a mulher é uma poesia em carne e osso. Mais carne do que osso é bom que se diga.

Mas saiba que ela não é a única musa que tenho no jornalismo. Melhor dizendo, não foi a primeira e nem será a última. Para falar a verdade, meu coração é um porto seguro de lindas beldades do jornalismo e esse detalhe importante é que faz dessa nossa profissão sofrida, estressante e corrida ser, assim, tão emocionante. Pelo menos do ponto de vista sentimental. Ou seja, a gente trabalha que nem um condenado, mais do que o remador de Ben-Hur até, mas no fim é compensador ter a chance de estar ao lado de lindas estrelas da televisão e da redação.

Sim, porque fico imaginando, por exemplo, como é lisonjeiro, além de embaraçoso, poder trabalhar ao lado de gatinhas como a estonteante repórter gaúcha, Patrícia Taufer, com aquele sorriso hipnotizador. Ou ainda junto da meiga Elaine Bast, com seu jeitinho delicado e fofo. E ela sim, tem sarda é só vê.

E quer saber? Toda vez que eu vou ao Congresso Nacional, fico deslumbrado com a simplicidade e charme da Camila Bomfim, que é um poço de educação, daí que acho o máximo esbarrar com aquela catedral de carne por entre os corredores do poder.

Mas a minha grande musa, aquela que está acima do bem e do mal é a jornalista Lilian Tahan, com quem tive o prazer e a honra de trabalhar um tempo atrás num veículo da cidade. Além de linda, charmosa, elegante e educada, mas de uma educação assim de Lady Di, ela é um encanto de pessoa, para mim, uma verdadeira bonequinha de luxo com aquele sorriso de anjo, uma gatinha toda meiga e delicada. E o mais legal é que ela é uma pessoa assim de carne e osso, super acessíve, alguém de verdade mesmo, dentro de sua simplicidade e delicadeza. E ela é assim com todo mundo. Mas o que mais admiro nela é o profissionalismo, a dedicação com que ela entrega ao trabalho e o cuidado que tem com o texto, de modo que, um dia, quando eu crescer, quero ser igual a ela.

Bom, outro dia minha afilhada, assim, do nada, virou para mim e, à queima-roupa, disse que desistiu da bobagem de ser jogadora de futebol e que agora quer ser jornalista. Fiquei preocupado porque não é o que eu desejava para ela profissionalmente. Prefiro arquitetura ou designer gráfico já que ela desenha bem pacas. Mas se ela seguir a carreira de jornalista e tiver assim, digamos, 10% do talento da Lilian Tahan, já vou ficar feliz da vida, dançando e cantando na chuva como o Gene Kelly.

* Este texto foi escrito ao som de: All that you can´t leave behind (U2 – 2000)