Cap. 16 Bowie e as drogas
25 mai 2011 2 Comentários
em Uncategorized Tags:A paixão de Bowie por O gabinete do dr. Caligari e Metrópolis, Almoço nu, Artistas pops, Biografia de David Bowie, Bowie e William Burroughs, Bowie foi o Midas do rock nos anos 70, Casa de Bowie em Chelsea, Casino boogie, David Bowie e as drogas, David Bowie e George Orwell, David Bowie e Ziggy Stardust, Diamond dogs, Distópica Hunger City, Elton John, Escritor Beatnik William S. Burroughs, Estúdios Ludolf, Exile on main st., Festa glitter, Guy Peellaert e a capa de Diamond dogs, Iggy Pop e Lou Reed, Marc Spitz, Mick Jagger e Keith Richards, Oliver Stone e os integrantes dos Eagles, Rebel Rebel, Sonia Blair e Bowie
Como todo artista que veio antes e depois, David Bowie também se rendeu às drogas. O vício chegou de forma fulminante com o estrelato em 1972, após conquistar a Europa e a América com a explosão meteórica de Ziggy Stardust. O jornalista e biógrafo Marc Spitz, autor de Bowie – obra lançada ano passado no Brasil pela Benvirá -, acredita que ele tenha percorrido mais carreiras de pó no início de sua trajetória do que artistas pops como Elton John, Oliver Stone e os integrantes dos Eagles.
“De início a cocaína trouxe um bálsamo psicológico”, escreve Spitz. “Ela o ajudou existir como um fabuloso astro do rock fora do palco. Um garotinho suburbano, dolorosamente tímido, que de repente olhava a vida como uma festa glitter”, emenda.
Talvez iludido com o sucesso e com a ilusão de que era o rei Midas do rock, onde tudo que tocasse viraria ouro, o artista deu início a novos e ambiciosos projetos. Entre eles a ideia de um novo show, talvez um espetáculo para Broadway e a produção de discos para artistas que iam surgindo em meados dos anos 70 e outros já consagrados, como Iggy Pop e Lou Reed.
Em Londres, naquele começo de 1974, o escritor beatnik e papa das drogas lisérgicas William S. Burroughs fez uma visita a Bowie, em Chelsea. Desde a adolescência fã incondicional do autor de Almoço nu, os dois passaram horas discutindo sobre novas técnicas de escrita e o futuro da mídia. Em dado momento, se viram mergulhados no novo método do escritor de escrever, baseado em “recortar e colar” palavras. Não seria o primeiro já que a dupla Jagger e Richards fez o mesmo quando compuseram Casino boogie, do clássico Exile on main st.
Naquele mesmo ano, surgiu a ideia de transformar o perturbador romance 1984, do britânico George Orwell, em musical, mas o projeto seria engavetado já que a viúva do escritor Sonia Blair não permitiu tal empreitada. David não perdeu o foco. “Mudei rapidamente de direção e transformei o projeto em Diamond dogs: dez punks em skates enferrujados vivendo nos telhados dessa distópica Hunger City, num cenário pós-apocalíptico”, lembraria o artista em 2008, numa entrevista para o Daily Mail.
Assim, o disco seguinte do camaleão do rock o conduziria mais uma vez numa direção completamente diferente dos trabalhos anteriores. As canções Sweet thing e Candidate foram compostas sob a influência de Burroughs, reproduzindo uma colagem de impressões. A furiosa Rebel rebel seria a música de trabalho do álbum. Finalizado nos estúdios Ludolf, na Noruega, a estilosa capa seria desenhada pelo artista local Guy Peellaert. Os testículos à mostra foram encobertos, depois que os executivos da RCA subiram nas tamancas.
Com cenários suntuosos que faziam referencia a dois filmes que marcaram o artista, O gabinete do dr. Caligari e Metrópolis, e às produções da Broadway, Bowie mais uma vez caiu na estrada, começando a turnê do novo disco em Montreal, no Canadá. “A turnê Diamond dogs foi precursora de todos os shows opulentos, arriscados, indolentes e espalhafatosos que surgiriam depois”, avaliaria o escritor Marc Spitz.
* Este texto foi escrito ao som de: Younger than yesterday (The Byrds – 1967)


ago 23, 2011 @ 19:53:03
Olá Lucio,
Adorei esta materia e “roubei” descaradamente do seu blog. Se houver algum problema ou não for legal para voce me de um toque que eu retiro imediatamente. Alterei o nome do artigo, porem fiz questão de deixar registrado seu nome como autor do mesmo. Obrigado
http://blitzkrieg-attack.blogspot.com/2011/08/william-s-burroughs-e-david-bowie.html
ago 23, 2011 @ 20:42:09
Olá, cara, não tem problema, não. Pode usar os textos que quiser, desde que dê o crédito e faça uma correção básica, sempre passa um erro aqui e ali. Abs.